BMW, PORSCHE, FERRARI, CHEVROLET, LOTUS, ASTON MARTIN... QUE OUTRAS MARCAS PODERÃO MARCAR PRESENÇA NA CLASSE GTE NOS PRÓXIMOS ANOS?
Não, não se trata de uma revolução regulamentar - aliás, pouco ou nada está previsto mudar no regulamento GTE nos próximos anos, tirando uma ou outra alteração de pormenor no regime de equivalência. Do que se trata efectivamente é de um possível aumento exponencial de modelos elegíveis para a classe, que a poderão assim revolucionar por completo.
Se nos protótipos é possível a qualquer um (com os meios e o financiamento certos) construir um carro LMP1 ou LMP2 (ou ambos) sem ser obrigado a construir um número mínimo de chassis, na classe GTE a história é bem diferente... Primeiro, porque só são aceites carros derivados da produção com pelo menos 100 unidades construidas por ano para grandes construtores ou 25/ano para os pequenos construtores (300/ano para GTs com chassis em carbono), e no caso dos motores utilizados, estes terão de ter pelos menos 300 unidades construidas por ano.
Apesar de haver até bastante variedade de modelos em classes como a GT3 e GT4, esta não tem sido muita nos GTE/GT2, e menos ainda na GT1 que este ano desaparecerá por completo. Os construtores, pequenos ou grandes, têm duas abordagens a esta questão: ou se envolvem oficialmente ou deixam todo o trabalho nas mãos de preparadores oficiais ou privados devidamente autorizados pelo construtor. Chevrolet, BMW, Lotus, Aston Martin, Porsche e Ferrari envolvem-se oficialmente, mas no caso da Lotus e da BMW, os carros não estão disponíveis para clientes.