quinta-feira, 10 de setembro de 2009

F1:Acidente em Cingapura teria valido renovação do contrato de Nelsinho


Um encontro ocorrido na tarde de 28 de setembro do ano passado em Cingapura, antes do primeiro GP noturno da história da Formula 1 pode ter se tornado peça-chave para a investigação em curso por parte da FIA sobre o acidente ocorrido na volta 17, quando Nelsinho Piquet teria batido deliberadamente para forçar a entrada de um Safety Car, visando auxiliar o seu companheiro de equipe, Fernando Alonso.

Segundo o relato apresentado pela revista Autosport, uma reunião entre o brasileiro, Flavio Briatore (seu chefe de equipe à época e ex-empresário) e Pat Symonds ( diretor técnico) aconteceu em Marina Bay, em um dos escritórios da Renault e a conversa serviu para definir qual a tática de corrida a ser usada naquela noite. Segundo algumas fontes do site inglês, Nelsinho teria concordado em receber a ordem para provocar o acidente, já que sua situação na escuderia de Enstone era bastante desconfortável, uma vez que seu contrato não havia sido renovado e que até seu posto para o ano de 2008, nas provas finais corria riscos.

Na ocasião, o dirigente italiano da Renault teria oferecido um novo vinculo com a equipe se Piquet aceitasse favorecer Fernando Alonso e que seria devidamente “recompensado”.

No final da conversa, Symonds, segundo a Autosport, teria chamado Nelsinho e combinado a volta e o local da batida, que seria a curva 17 do traçado cingapurês.

Ainda, segundo a Autosport, a denuncia teria vindo à tona durante o GP da Hungria – disputado em 26 de julho -, quando Nelsinho já estava ameaçado de dispensa da Renault (fato que se confirmou dias depois) e seu pai, Nelson Piquet teria conversado com o presidente da FIA, Max Mosley, relatando os acontecimentos. No dia 30 do mesmo mês, foi a vez de Nelsinho prestar depoimento junto à representantes da FIA, que seriam os comissários do GP de Cingapura e dois investigadores da Quest, empresa contratada para investigar o caso.

A revista italiana Autosprint aponta também que os dados da telemetria do carro seis, que correu aquela prova foram preponderantes para a investigação. Na curva 17, local do acidente, normalmente um carro perderia a traseira e, por conseqüência, o controle na saída da curva, o que exigiria do piloto tirar momentaneamente o pé do acelerador, na tentativa de retomar a direção. Porém, ao perder a traseira, Nelsinho teria continuado com o pé no acelerador, perdendo totalmente o controle do carro e provocando o acidente.

Por outro lado, o italiano Flavio Briatore teria dito ser vítima de extorsão por parte da família Piquet:

“Confirmo o encontro com Nelsinho no domingo, mas não falamos nada sobre um acidente. Lembro-me também que em Cingapura ele estava num um estado muito fraco de espírito. Além disso, existem gravações de áudio onde eu expresso decepção quando vejo no monitor as imagens do acidente de Nelsinho”, declarou Flavio.

Já o engenheiro Pat Symonds teria uma versão diferente da apresentada pelo italiano. “É verdade, durante a reunião de domingo com Piquet, a questão de um acidente deliberado para a entrada do Safety car foi abordada, mas pelo próprio piloto. Foi apenas uma conversa”, falou.

O Conselho Mundial da FIA se reunirá no dia 21 deste mês para decidir que medidas tomará em relação ao caso.

Texto e fonte: http://www.autoracing.com.br/

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