segunda-feira, 20 de julho de 2009

Williams e as tragédias

por Rodrigo Dias Cockpit Gaucho

Mil novecentos e noventa e quatro. Dia 1º de maio daquele ano. O Williams patrocinado pela Rothmans do Ayrton Senna, na sétima volta, não contorna a curva Tamburello, devido a quebra da barra de direção. Se choca contra o muro violentamente. A roda dianteira direita voou contra a cabeça do tricampeão mundial de Fórmula 1, matando-o ali mesmo - e Bernie Ecclestone, na sua filhadaputice, “adiou” o anúncio da morte para depois do GP de Ímola daquele fatídico ano.

Dois mil e nove. Dia 19 de julho. Henry Surtees, 18 anos, pilotava seu F2 em Brands Hatch quando o adversário Jack Clarck se choca contra o muro. Uma roda se desprende do chassi do monoposto e começa a pular na pista. Atinge uma certa altura e, assim, é acertado pela cabeça do filho do campeão mundial de 1964, John Surtees.

O que há de semelhante entre os fatos de 1994 e 2009? Não foi apenas um pneu solto atingindo a cabela de um piloto. Ambos os carros eram construídos pela Williams. Em 1994, a equipe oficial. Neste ano, a equipe inglesa foi contratada como única construtora dos monopostos.

Naquela época, não tinha nenhum item de segurança no regulamento obrigando a adição de cabos firmes e resistentes a choques a 300km/h que evitem a desintegração total das rodas. Hoje existe e qualquer pneu que se desprenda do chassi dos Fórmula 1, salvo algum engano, é motivo de multa para a equipe.

Segundo Antônio Pizzonia, no Twitter, ele acredita que os cabos de segurança nas rodas são obrigatórios em todos os campeonatos. Não sei se é verdade, mas se for, a Williams corre um sério risco de ter seus carros novamente sob investigação devido a uma morte. Se não for, resta aos organizadores da competição exigir mais seguranças, já que a Fórmula 2 é uma categoria de base, praticamente uma tentativa de acesso, a quem pretende ingressar na Fórmula 1.

Mas como disse alguns posts abaixo: estamos em um mundo em que o pessoal prefere remediar. Não prevenir.

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